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Atividade industrial da China recua pelo 4° mês com aprofundamento de tensão comercial

PEQUIM (Reuters) - A atividade industrial na China recuou em agosto pelo quarto mês consecutivo, à medida que os Estados Unidos ampliaram a pressão industrial sobre o país e a demanda doméstica seguiu lenta, apontando para uma desaceleração adicional na segunda maior economia do mundo.

A persistente fraqueza no vasto setor industrial da China pode alimentar expectativas de quen Pequim precisará promover estímulos mais rapidamente e mais agressivamente para enfrentar a maior desaceleração em décadas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) caiu para 49,5 em agosto, informou o Escritório Nacional de Estatísticas da China neste sábado, contra 49,7 em julho, abaixo da marca de 50 pontos que separa crescimento da contração em base mensal.

Uma pesquisa da Reuters mostrou que analistas esperavam que o PMI de agosto permanecesse inalterado em relação ao mês anterior.

O indicador oficial mostra que as tensões comerciais crescentes com os Estados Unidos e o arrefecimento da demanda global continuaram a causar estragos sobre os exportadores da China.

Os pedidos de exportação caíram pelo 15º mês consecutivo em agosto, embora em um ritmo mais lento, com o sub-índice chegando a 47,2, ante 46,9 de julho.

O total de novos pedidos - nacionais e estrangeiros - também continuou em queda, indicando que a demanda doméstica continua fraca, apesar de uma enxurrada de medidas para impulsionar o crescimento no ano passado.

“O carregamento antecipado das exportações para os EUA antes das tarifas mais altas apoiou o comércio e o crescimento geral da atividade, mas esse efeito provavelmente desaparecerá nos próximos meses”, disseram analistas da Goldman Sachs em nota.

Fabricantes de indústrias voltadas para o consumo, como o setor automotivo, têm sido especialmente vulneráveis. Fabricantes de carros como Geely e Great Wall reduziram as expectativas de vendas e lucros.

Os dados mostraram contração na atividade em empresas de médio e pequeno porte, embora grandes fabricantes, muitos apoiados pelo governo, tenham conseguido expandir em agosto.

As fábricas continuaram a perder empregos em agosto, em meio às perspectivas incertas dos negócios. O sub-índice de emprego caiu para 46,9, comparado a 47,1 em julho.

Em agosto, houve uma dramática escalada na amarga disputa comercial sino-americana, com o presidente Donald Trump anunciando no início do mês que iria impor novas tarifas sobre produtos chineses a partir de 1º de setembro, e a China deixando sua moeda, o yuan, bastante enfraquecida dias depois.

Pequim ainda reagiu também com tarifas retaliatórias, o que levou Trump a dizer que taxas já existentes sobre produtos chineses serão aumentadas nos próximos meses. As medidas combinadas agora cobrem efetivamente todas as exportações da China para os Estados Unidos.

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