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Uma "Super Quarta" de tirar o fôlego

Esta quarta-feira (30) será um dia importante para o investidor brasileiro e também para o estrangeiro. Isso porque serão anunciadas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos e a expectativa é de novos cortes de juros nos dois países.

A chamada “Super Quarta" movimentará os mercados e colocará mais uma vez em evidência os desafios que os países estão enfrentando para estimular suas economias e afastar de vez os riscos de uma nova recessão, no caso americano

No Brasil, a taxa básica de juros deve ser cortada pela terceira vez no ano, novamente em 0,50 ponto percentual, segundo as expectativas do mercado. A extensão do movimento, contudo, ainda está em aberto. Embora a previsão embutida no último Relatório Focus, do Banco Central, indique a taxa Selic caindo para 4,5% até o fim de 2019 e permanecendo nesse patamar ao longo de 2020, cada vez mais gestores têm ajustado para baixo suas projeções.

O Bank of America Merrill Lynch, por exemplo, espera a Selic a 4,50%, no fim do ano, e reduziu a projeção para dezembro de 2020 de 4,75% para 4,0%.

Na visão da XP Asset, o cenário benigno de inflação para 2019 e 2020 deverá permitir que o Banco Central continue a cortar a Selic para o nível de 4,0% ou abaixo.

Relatório publicado pela XP ainda mostrou que a Occam Brasil também avalia que a Selic deverá atingir 4,0% ou menos ao fim deste ciclo de afrouxamento monetário, dado o ambiente de expectativas ancoradas, inércia reduzida, ociosidade no mercado de trabalho, redução do risco fiscal com a aprovação da reforma da Previdência e consideradas as suas expectativas para a inflação e atividade.

Estados Unidos

Enquanto isso, no mercado americano, a agenda de quarta-feira está repleta de indicadores econômicos, que poderão ser cruciais para a decisão do Fed, o banco central do país.

A partir das 9h15, serão divulgados dados de criação de vagas de emprego no setor privado e, na sequência, será revelada a primeira prévia do PIB dos EUA do terceiro trimestre. Caso os números decepcionem, a pressão para um corte de juros mais forte pode aumentar.

A aposta majoritária dos investidores no momento é de que haja uma redução de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Fed, para o intervalo entre 1,5% e 1,75%.

Boa quarta!

Beatriz Cutait e Lara Rizério, editoras do InfoMoney

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