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O melhor retorno possível na renda fixa

Embora a renda fixa esteja distante de seus melhores momentos, todo investidor brasileiro sabe (ou deveria saber) da importância de ter uma boa parcela do patrimônio em ativos mais conservadores, com menor risco.

Como a taxa básica de juros caiu significativamente e em junho já deve ficar abaixo dos 3% ao ano, o espaço para ganhos em aplicações como produtos bancários está cada vez menor.

A crise imposta pela epidemia de coronavírus, contudo, causou ruído no mercado e levou alguns prêmios a subirem, além de impor dúvidas sobre a trajetória de inflação.

Com uma situação hoje sob controle, diante do enfraquecimento das economias, será que haverá espaço para uma aceleração mais expressiva dos preços nos próximos anos, com tantas medidas de estímulo anunciadas por bancos centrais?

E diante de tanta incerteza no horizonte, dadas as expectativas de retomadas diferentes de cada país no pós-crise, como o investidor brasileiro deve se posicionar hoje na parcela mais segura de sua carteira?

Matéria publicada nesta segunda-feira pelo InfoMoney revela que o valor médio dos prêmios oferecidos pelos produtos bancários (como CDBs, LCIs e LCAs) se aproximou da máxima de 9% em março em papéis com retornos prefixados com prazos de dois anos – vencimento mais procurado pelos investidores. Em 2019, a maior taxa havia sido de 7,9%.

O movimento de abertura dos prêmios também pode ser visto nos papéis pós-fixados, com juros reais chegando à máxima de 3%, nos indexados à inflação, e a 145% do CDI, nos pós-fixados atrelados ao referencial, em abril. No último ano, os maiores prêmios registrados haviam sido de 4,39% + IPCA e de 134% do CDI.

Entre as opções disponíveis, o que faz mais sentido no atual cenário? Apostar em papéis com retornos prefixados, com rendimentos conhecidos no momento da compra, ou buscar títulos com rentabilidades pós-fixadas, como os atrelados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou ao CDI?

Confira como pensam os gestores nesta matéria.


Beatriz Cutait, editora de Investimentos do InfoMoney

 
 
 
 
 
 

 

 
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