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Quase 80% dos brasileiros recorreram ao crédito na pandemia – e 62% pretendem usar na retomada

Uma pilha de cartões de crédito coloridos.
 

SÃO PAULO – Um levantamento realizado pela Serasa e pela Opinion Box indica que 79% dos brasileiros recorreram a algum tipo de crédito durante a pandemia, sendo o cartão de crédito a fonte mais utilizada, apontada por 62% dos entrevistados. Além disso, 62% das pessoas dizem que pretendem utilizar alguma fonte de crédito no período da retomada.

A pesquisa O papel do crédito em um momento de retomada ouviu 2.068 pessoas em todas as regiões do país entre 22 de junho e 2 de julho de 2021. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o intervalo de confiança é de 95%.

Além do cartão de crédito, outras fontes utilizadas durante a pandemia foram empréstimos com amigos e familiares (14%), cheque especial (12%) e empréstimo consignado (11%). Três em cada dez brasileiros tiveram de recorrer ao crédito seis ou mais vezes durante o período. O destino apontado para os recursos foi principalmente as compras em geral (de itens essenciais e outros produtos) e o pagamento de outras dívidas.

 

Segundo o levantamento, 37% dos brasileiros tiveram crédito recusado nesse período. Após a negativa, 37% fizeram novas buscas em bancos digitais e 28% desistiram de tomar o empréstimo. Cerca de 40% apontaram que a recusa se deveu ao fato de a renda ter sido considerada baixa e 35% afirmaram que estavam com o nome “sujo”, ou inadimplente.

Entre as pessoas que pretendem utilizar crédito no pós-pandemia, 40% afirmam que o cartão de crédito continuará a ser a principal fonte, seguido por empréstimo pessoal sem garantia (8%), empréstimo consignado (8%) e financiamentos (8%). Segundo o estudo, a tomada de crédito neste segundo momento visa, ainda, a compra de itens essenciais e o pagamento de dívidas. Segundo Amanda Rapouzo, gerente da Serasa, o estudo reforça a tendência de que o brasileiro precisará de crédito para recomeçar e a dúvida será escolher a melhor alternativa com tantas opções no mercado.

Há diferenças de acesso ao cartão de crédito entre os perfis de consumidores, demonstrou a pesquisa. Enquanto quase metade dos homens (48%) têm o limite do cartão de crédito superior a R$ 3.600, apenas 41% das mulheres estão nessa categoria. Existem diferenças ainda segundo o nível de renda: 95% dos consumidores das classes A e B possuem cartão, sendo que 42% deles têm um limite superior a R$ 10.500. Já entre os incluídos nas classes C e D 79% têm cartão, sendo que 63% possuem um limite inferior a R$ 3.500.

“O cartão de crédito é um produto de entrada para as instituições que não têm um relacionamento com o cliente. Elas liberam um cartão com limite baixo para conhecer o comportamento do consumidor”, explica Felipe Schepers, diretor de operações do Opinion Box.

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