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Merkel e Macron propõem fundo de 500 bilhões de euros

Pacote superior a 3 trilhões de reais será destinado a apoiar países do bloco que mais sofreram com a crise gerada pela pandemia. Segundo Angela Merkel, objetivo da proposta é fortalecer a União Europeia.

 
Angela Merkel e Macron em vídeo

Merkel e Macron em conferência virtual

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, Emmanuel Macron, propuseram nesta segunda-feira (18/05) um pacote de 500 bilhões de euros (3,1 trilhões de reais) de estímulo para reativar as economias da União Europeia afetadas pela pandemia de coronavírus.

"Para apoiar uma recuperação sustentável que restaure e fortaleça o crescimento na UE, a Alemanha e a França apoiam a criação de um ambicioso, temporário e direcionado fundo de estímulo de bilhões de euros que deverá fazer parte do próximo orçamento da União Europeia", apontou um comunicado conjunto divulgado pelos dois governos.

Segundo a proposta, a Comissão Europeia deve usar o peso do bloco para financiar esse estímulo, tomando empréstimos dos mercados "em nome da UE". Esse dinheiro será então transferido para "despesas orçamentárias" dos países europeus e "para os setores e regiões mais afetados", destaca o texto.

"Estamos propondo fazer transferências reais. Isso é um passo principal", disse Macron, durante um pronunciamento virtual com Merkel.

Os dois líderes disseram que buscarão um "acordo rápido" com outros membros da UE para aprovar o fundo de recuperação. Tal proposta, no entanto, deve encontrar resistência de alguns países mais fiscalmente conservadores do bloco, como a Holanda.

A Alemanha também resistiu inicialmente à ideia, mas Merkel admitiu que "devido à natureza incomum da crise, estamos escolhendo um caminho incomum".  Existe uma preocupação nas capitais europeias de que a pandemia e a resposta descoordenada inicial do bloco poderia impulsionar o sentimento anti-UE entre os Estados-membros. 

"Temos de agir em conjunto, de uma maneira europeia", acrescentou a chanceler alemã, que alertou ainda que as circunstâncias atuais "podem pôr em perigo a unidade" do bloco. "O objetivo é que a Europa saia mais forte da crise", afirmou Merkel.

Segundo a chanceler, o custo do pacote será proporcional à contribuição de cada país para o Orçamento comunitário e seu pagamento será diluído a longo prazo, provavelmente para depois de 2027. Dessa forma, a Alemanha deve arcar com 27% dos custos. O dinheiro então será distribuído em forma de dotações para os países mais necessitados, de acordo com Macron.

O presidente francês reconheceu que um acordo franco-alemão sozinho "não significa um acordo dos 27 Estados-membros". Segundo ele, a Comissão executiva da UE deve em breve apresentar a sua própria proposta aos países do bloco. "Esperamos que o acordo franco-alemão possa ajudar", disse.

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, saudou a proposta. "Ela contempla o alcance e o tamanho do desafio econômico que a Europa enfrenta e, com razão, enfatiza a necessidade de trabalhar em uma solução com o orçamento europeu em sua essência", afirmou.

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